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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Maria Antonieta: a "material girl" do século 18


Historiadora francesa compara Maria Antonieta à cantora Madonna
por Bianca Nunes

Última rainha da França, Maria Antonieta (1755-1793) era uma lançadora de moda inquieta e contestadora. Chocou ao vestir calças, até então exclusivas dos homens. Deixou de lado os espartilhos de barbatana de tubarão e adotou peças leves para se aproximar dos camponeses. Quando queria exibir sua riqueza, surgia em público com vestidos suntuosos e penteados rocambolescos de quase 1 metro de altura. Para a historiadora francesa Caroline Weber, tudo isso faz de Maria Antonieta uma precursora das celebridades atuais, em especial a cantora Madonna. Autora do livro Rainha da Moda (Zahar), recém-lançado no Brasil, Caroline defende que a nobre foi pioneira em um comportamento que hoje é comum entre os famosos: "Ela fazia aparições estratégicas e vazava informações sobre seu modo de vestir para a mídia". Com isso, seu estilo alcançou as massas, a ponto de provocar protestos de damas ricas, que diziam que essa atitude colocava em risco as diferenças entre as classes sociais. Na entrevista, Caroline explica as maiores inovações trazidas por Maria Antonieta, antes que a Revolução Francesa de 1789 apeasse a monarquia do poder.

Entrevista com Caroline Weber

O que diferencia Maria Antonieta de outras rainhas da época?

Em primeiro lugar, ela foi a primeira figura real européia a descobrir que não era necessário seguir as tradições para ganhar o respeito do povo. Percebeu que o modo de vestir poderia ser o componente essencial de sua fama. Além disso, fez com que o mundo fashion ficasse acessível para pessoas de todas as classes.

Ela pode ser comparada a alguém?

Sim, à cantora Madonna. A rainha mudava constantemente sua aparência, ia dos penteados extravagantes aos rústicos camisetes que usava em seu retiro particular, passando pelas andróginas silhuetas masculinas de montaria. Ela se reinventava constantemente, uma maneira de manter o público curioso sobre sua próxima faceta. Também como Madonna, a rainha acendeu os debates nacionais sobre a sexualidade feminina.

Por que a rainha usou branco para ir à guilhotina, em 1793?

A escolha foi intencional. Era uma forma de se declarar, de maneira corajosa, como mártir e leal guardiã da monarquia. Com sua roupa, ela dizia aos revolucionários que eles haviam tomado a coroa, mas jamais quebrariam seu espírito.

Fonte: Aventuras na História

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Escova de dentes: como fazíamos sem

Na Idade Média, contra o mau hálito, era recomendado bochecho de xixi
por Lívia Lombardo

Sem a escova de dentes, não havia romântico que resistisse a um beijo de bom dia. Amor, carinho, lábios... e aquela carninha que restou de refeições anteriores. Algum egípcio notou esse problema: a primeira escova de que se tem notícia foi encontrada numa tumba de 5 mil anos. Na verdade, era um pequeno ramo de planta que foi desfiado até as fibras aparecerem – elas eram esfregadas nos dentes para limpá-los.

O mau hálito deve ter incomodado os povos antigos. Tanto que outras alternativas para auxiliar na higiene bucal foram criadas com o passar dos anos. Além dos dedos, de folhas e de gravetos, pequenas varetas com a ponta amassada também eram utilizadas para limpar os dentes. Diocles de Caristo, um médico grego do século 4 a.C., deixou escrito um documento em que recomendava a seus clientes que todas as manhãs colocassem uma fina camada de hortelã pulverizada nos dentes e nas gengivas e a esfregasse com os dedos para remover restos de alimentos. Já os romanos limpavam seus dentes com um pó bem diferente – os ingredientes eram cinzas de ossos e dentes de animais, ervas e areia. A importância da escovação já era tão grande que os aristocratas tinham escravos apenas para limpar seus dentes.

Na Idade Média, as escovas ainda não haviam evoluído muito, mas as pastas de dentes já tinham melhorado bastante. Nessa época, eram preparadas à base de ervas aromáticas, como a sálvia. Mas, para eliminar o mau hálito, eram recomendados bochechos com urina.

A escova de dentes de cerdas só foi inventada em 1498, pelos chineses. Porém, além do fato de serem muito caras – e, por isso, famílias inteiras terem que dividir uma peça –, eram feitas de pêlos de porcos atados a pedaços de bambus ou ossos. Com a umidade, os pêlos mofavam e enchiam a boca de fungos.

O problema só seria resolvido em 1938, nos Estados Unidos, com o surgimento de cerdas de náilon. Na Segunda Guerra Mundial, os soldados americanos eram obrigados a usar a escova de dentes. De lá para cá, ela só foi se aperfeiçoando. Uma pesquisa feita em 2003 nos Estados Unidos pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts surpreendeu pelo resultado: para os americanos, a escova de dentes é a invenção mais importante da história da humanidade.


E viva a Kolynos!


*Fonte: Aventuras na História


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